O governo paquistanês disse que planeja proibir o Pakistan Terheek-e-Insaf (PTI), o partido do ex-primeiro-ministro Imran Khan, atualmente preso.
O anúncio foi feito pelo Ministro da Informação Attaullah Tarar na segunda-feira, dias após a Suprema Corte conceder uma grande vitória legal ao PTI ao declará-lo elegível para uma parcela de assentos reservados nas assembleias nacionais e provinciais.
"O governo tomou a decisão de proibir o PTI após analisar todas as evidências disponíveis. Vamos mover um caso para banir o partido", disse ele, citando acusações, incluindo incitação a protestos violentos no ano passado e vazamento de informações classificadas.
Tarar acrescentou que o caso será levado à Suprema Corte.
Ele também disse que o governo planeja apresentar acusações de traição contra Khan e outros dois líderes seniores do partido - o ex-presidente do Paquistão Arif Alvi e o ex-vice-presidente da Assembleia Nacional Qasim Suri - além de entrar com um recurso de revisão contra a decisão da Suprema Corte que determinou que o PTI deve receber alguns assentos da assembleia reservados para mulheres e membros de minorias religiosas.
Sayed Zulfiqar Bukhari, um líder sênior do PTI e porta-voz do partido, disse à Al Jazeera que a decisão do governo "revela completo pânico deles".
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